
No post anterior, expliquei sobre o formato dos pés e como ele influencia na escolha da sapatilha. Hoje, trago novos probleminhas anatômicos e como podemos solucioná-los para que a escolha seja a mais correta possível.
Joanetes – é um problema hereditário que pode piorar devido à técnica e ajuste inapropriados das pontas. Se não houver dor, não há razão para preocupar-se com o joanete. Se houver dor, responda à seguintes perguntas: As sapatilhas estão muito largas? As sapatilhas estão pequenas demais? As sapatilhas estão muito gastas? Está utilizando as ponteiras adequadas? Há pronação dos pés? Há esforço excessivo pra girar? Existe espaço entre o dedão e o segundo dedo do pé? A dor causada pelo joanete pode ser aliviada envolvendo a região do metatarso com esparadrapo, que deve estar firme e oferecer suporte, mas nunca apertado demais. O espaço entre o dedão e o segundo dedo pode ser resolvido com um separador. Porém, na maioria das vezes, o problema é causado pelo mau ajuste da sapatilha.
Arco plantar caídos – Ocorre quando o arco plantar apóia-se inteiramente no chão, conferindo uma aparência torta da sapatilha de ponta. Acontece no caso em que o pé chato é bem acentuado. Novamente, envolver a região do metatarso com esparadrapo pode resolver o problema. Se houver pronação e dor nos joelhos, consulte um ortopedista.
Compressão do metatarso – A maioria das bailarinas apresenta uma compleição óssea bem estreita, o que obviamente estende-se aos pés, cujo formato é fino e comprido. Este tipo de pé é bastante compressível na região do metatarso. Isso significa que, ao aplicar uma pressão nas partes laterais do pé, os ossos da região do metatarso movimentam-se facilmente, pois não há grande quantidade de cartilagem entre eles. Geralmente, estes pés são do tipo Grego ou Egípcio. Em posição plantar, este tipo de pé é relativamente chato, pois os ossos da região tendem a se separar facilmente. Mas nas pontas, os ossos do pé são comprimidos um sobre o outro. Assim, a sapatilha que estiver larga em posição plantar fica ainda mais larga quando nas pontas, fazendo com que o pé deslize dentro da sapatilha, aumentando a pressão sobre os maiores dedos (geralmente, o primeiro ou segundo). Para resolver o problema, utilize a maior quantidade possível de ajustadores disponíveis no mercado.
Pé grego – Quando o segundo dedo é muito maior do que o dedão, é comum a bailarina sentir a pressão maior do que o normal, quando nas pontas. O ideal é consultar um ortopedista antes de iniciar as atividades nas pontas. Aqui, também é necessário utilizar um ajustador que alinhe a altura dos dois dedos, como o Cool Blue Crescent da Gaynor Minden. O protetor é posicionado abaixo do dedão e do terceiro dedo do pé, criando um espaço para o alinhamento do segundo dedo e diminuindo a pressão sobre o mesmo.
Hiperflexão – Acontece quando a bailarina possui um pé bem arqueado e flexível demais para se manter sobre as pontas. Gáspeas mais altas, elásticos reforçados e palmilhas mais duras são bastante recomendados para esse tipo de problema.
Inchaços – O problema de edemas em membros inferiores é bastante comum em mulheres. Com as bailarinas, não é diferente. Ao tirar as sapatilhas, os pés permanecem naquele formato tamanha é a extensão do edema. Em casos extremos, é necessário o uso de duas sapatilhas com larguras de caixa distintas. A utilização de ajustadores e meias reforçadas, que possam ser colocados e tirados, pode ser bastante útil.
Pés com tamanhos diferentes – O ideal é comprar uma sapatilha para cada pé. Mas esta realidade é utópica diante da disponibilidade do mercado. Neste caso, ajuste a sapatilha no maior pé e utilize os ajustadores para o menor.

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